segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Audiodescrição para a acessibilidade

Lívia Maria Villela de Mello Motta é referência no trabalho com audiodescrição, em entrevista ao blog Nonada ela esclarece informações sobre a obra e a importância da audiodescrição para a acessibilidade das pessoas com deficiência visual.
23 de agosto de 2011 por Rafael Gloria | Entrevista
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Cinema 
                    


Lívia Motta é uma das maiores especialistas em Audiodescrição do País (Crédito: Divulgação)
Lívia Maria Villela de Mello Motta é professora doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC de São Paulo e trabalha como audiodescritora e professora de cursos de audiodescrição desde 2005, sendo responsável pela elaboração de roteiros e formação de audiodescritores no Teatro Vivo. Recentemente ela organizou junto com Paulo Romeu Filho o primeiro livro brasileiro sobre o tema, o Audiodescrição: Transformando Imagens em Palavras. Nesse bate papo que tivemos com a Lívia por email ela nos contou um pouco sobre seu trabalho com a AD e o livro que lançou sobre o assunto.
Nonada – Como a audiodescrição ajuda na inclusão cultural de pessoas com deficiência visual?
Lívia Motta – A audiodescrição é um recurso de acessibilidade comunicacional que amplia, e muito, o entendimento das pessoas com deficiência visual em produtos audiovisuais. Ela permite uma equiparação de oportunidades, ou seja a pessoa com deficiência visual pode assistir e entender, assistir e comentar, assistir e tecer suas considerações a respeito do filme, peça de teatro ou outro espetáculo, sem depender de um amigo ou parente para lhe explicar aquilo que não pôde compreender pela falta da visão. Com o recurso, esse público, que tem sido historicamente e culturalmente excluído das artes visuais, poderá aprender ou reaprender a apreciar este tipo de arte, e passará também a consumir produtos culturais.
A formação de plateia, de um novo público consumidor, ávido por mais opções de entretenimento acessível, tem sido realmente um grande desafio. O Teatro Vivo, o primeiro teatro brasileiro acessível às pessoas com deficiência visual, tem apresentações de peças com audiodescrição todos os domingos, desde 2007, e dispõe de uma cota de convites para pessoas com deficiência visual, auditiva e surdos. Além de fazer a formação de audiodescritores e a elaboração de roteiros para as peças que lá são exibidas, também envio convites para as pessoas com deficiência visual, confirmo presença e, posteriormente, solicito o feedback. Este trabalho tem sido fundamental para a divulgação da audiodescrição, para o aprimoramento do recurso e para a formação desse novo público consumidor de cultura.
Nonada – Como foi o processo de criação do livro “Audiodescrição Transformando Imagens em Palavras”?
Lívia Motta – O livro organizado por mim e por Paulo Romeu Filho, o articulador do movimento pela audiodescrição no Brasil, e publicado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, é uma coletânea de artigos e depoimentos de audiodescritores, pessoas com deficiência visual e pessoas videntes engajadas na luta pela implementação do recurso na televisão brasileira. É uma mostra significativa da produção intelectual brasileira sobre o tema, que registra os trabalhos pioneiros em filmes, documentários, óperas, peças de teatro, comerciais, festivais; além de apresentar um histórico e panorama brasileiros e a saga das leis e decretos. Reunir tudo isso, discutir terminologia e fazer o alinhamento teórico de todo o material, foi um trabalho intenso e demorado. Marco Antonio de Queiroz, o autor do prefácio, foi nosso interlocutor neste trabalho. O livro está disponível para download em diversos formatos acessíveis no site da Secretaria: http://www.centroruibianchi.sp.gov.br/sis/noticias.php?c=209, no site VER COMPALAVRAS:http://www.vercompalavras.com.br/livro eno Blog da Audiodescrição: http://blogdaaudiodescricao.blogspot.com/
Nonada – Qual o objetivo do livro e qual a importância desse tipo de literatura para a evolução do estudo sobre audiodescrição?
Lívia Motta – O livro objetiva informar profissionais de TV, cinema, teatro, museus e outras artes visuais, assim como professores e alunos de cursos de audiodescrição, profissionais da área de Letras, Tradução, Comunicação e Artes, Educação e outras ligadas a questões de acessibilidade. Além disso, servirá como material de referência e apoio técnico-teórico para pessoas que buscam conhecer a técnica, que frequentam os cursos de formação de audiodescritores e que já trabalham com pessoas com deficiência visual.
O registro das experiências e pesquisas já realizadas no Brasil é muito importante para podermos dar continuidade aos estudos, e um incentivo para alunos e pesquisadores a investigarem os mais diversos gêneros e práticas como também as preferências do público com deficiência visual.
Nonada – Há muita pesquisa nessa área?
Lívia Motta – A pesquisa nesta área vem crescendo no Brasil, com trabalhos expressivos em algumas universidades federais como na Bahia, Pernambuco, Ceará, Distrito Federal e Minas Gerais. O professor Francisco Lima, por exemplo, da Universidade Federal de Pernambuco é o responsável pela organização da Revista Brasileira de Tradução Visual, uma publicação eletrônica, trimestral, de acesso gratuito, que discute a audiodescrição, legendagem, acessibilidade cultural entre outros temas.
Nonada – Qual a importância da classe artística para a evolução da audiodescrição no País?
Lívia Motta – O conhecimento sobre acessibilidade cultural e comunicacional é algo que precisa chegar até a classe artística, pois, desta forma, a audiodescrição poderá ser viabilizada em outras produções. Atores, produtores culturais, diretores, cineastas e outros profissionais desta área precisam saber que a arte pode também chegar até outros públicos e que o público com deficiência visual pode ver com palavras toda a riqueza dos cenários, dos figurinos, pode conhecer os personagens e suas características físicas, acompanhar o desenrolar do enredo com as entradas e saídas no palco ou na tela, os gestos e trejeitos, e tudo o mais. Para isso, preparamos um roteiro minucioso e de dentro de uma cabine transmitimos para fones de ouvido e receptores todas essas informações que farão toda a diferença para as pessoas com deficiência visual. Em filmes, programas de TV, a audiodescrição poderá ser gravada.
Nonada – E qual é a receptividade dos deficientes visuais? Há alguma história que mais lhe marcou?
Lívia Motta – É algo marcante perceber a emoção das pessoas com deficiência visual ao assistir um espetáculo com audiodescrição pela primeira vez. A ópera, por exemplo, é um espetáculo grandioso e ainda tão elitista, que mistura canto lírico com artes cênicas, música instrumental, literatura, poesia e dança, geralmente cantado em italiano. Os cenários, os figurinos são sempre magníficos e, sem acessibilidade, nada disso pode ser conhecido pelos cegos e pelas pessoas com baixa visão. Neste tipo de espetáculo, além da audiodescrição, também é necessário fazer a leitura das legendas.
Em uma parceria da Vivo com o Theatro São Pedro e a APPA – Associação dos Amigos das Artes, já foram oito as óperas exibidas com audiodescrição neste lindo teatro tombado pelo patrimônio histórico. Mais de 1000 pessoas com deficiência visual e seus acompanhantes puderam participar e se emocionar com CavalleriaRusticana, Pagliacci, O Barbeiro de Sevilha, Tosca, Rigoletto, Don Pasquale, Norma e A Viúva Alegre.
As mulheres cegas, geralmente, deliram com os vestidos longos bordados com fartos decotes, os chapéus, babados, mangas bufantes e outros adereços; os homens com os heróis traídos, as tramas e intrigas, as poéticas declarações de amor. O depoimento abaixo ajuda a compreender o que a audiodescrição significa para a pessoa com deficiência visual:
“Acredite, este foi um dos mais maravilhosos espetáculos que eu já assisti. Eu nunca havia assistido a uma ópera, e acreditava que não iria gostar muito, e que talvez não fosse compreender,  por ser esse um espetáculo todo musical. Mas qual não foi minha surpresa, quando pela audiodescrição eu além de compreender tudo o que se passava, me senti imensamente feliz porque até o repertório musical elas nos descreveram, sobre tudo o que cantavam e gestos que faziam, a sensação é de que realmente eu estava enxergando tudo.
Fiquei fascinada, desta vez inclusive me senti bem localizada. As audiodescritoras descreveram todo o ambiente interno, as cores das paredes laterais do palco, as cortinas, o lustre central do teatro… A descrição completa das vestes e dos acessórios dos atores, dos cantores, de tudo,, para mim foi perfeito…”
Nonada – A senhora ministra cursos de audiodescrição. Há muita procura? Qual deve ser o perfil do interessado? Como funciona esses cursos?
Lívia Motta – Ultimamente, a procura por cursos de audiodescrição tem aumentado. Acredito que com o início da veiculação da programação com audiodescrição na televisão a partir de 1º de julho, a procura cresça ainda mais. É uma nova profissão que exige dos interessados um bom comando da língua portuguesa, conhecimento sobre a deficiência visual, senso de observação, fluência verbal, bom repertório cultural, conhecimento sobre acessibilidade cultural. Pessoas com graduação em Letras, Rádio e TV, Cinema, Comunicações, Artes Cênicas, Locução, terão mais facilidade para desenvolver as habilidades necessárias. Entretanto, percebo que mesmo pessoas que são de outras áreas, se identificam bastante com o recurso.
Os cursos têm, em média, duração de 45 horas e são compostos de encontros presenciais e atividades em ambiente virtual de aprendizagem, mesclando aspectos teóricos com atividades práticas.

                                                                                                                                                       

sábado, 9 de novembro de 2013



DEFICIÊNTE INTELECTUAL COM MAIS MOTIVAÇÃO PARA APRENDER
Descrição: C:\Users\LINDOMAR\Documents\estudante-do-df-realiza-atividade-do-software-participar-que-auxilia-na-alfabetizacao-de-criancas-jovens-e-adultos-com-deficiencia-intelectual-1374072547439_615x300.jpg
A criança precisa de inovações e tentativas diferenciadas para o sucesso de sua alfabetização.  A tecnologia assistiva possui um repertório amplo e a escolha dos softewers precisa ser bem estudada para atender a necessidade do aluno e o aspecto a ser enfatizado:
Identificação de letras;
Construção de vocabulário;
Alternância de padrão de letras;
Jogo da memória com letras e vocábulos e outras possibilidades


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Deficiência Física e o uso das Tecnologias Assistivas




 
Sistema de Comunicação Alternativo
PECS (Picture Exchange Communication System – Sistema de comunicação de troca de imagens). Este sistema permite à criança com dificuldades na comunicação (mas com intenção de comunicar) iniciar a interação e desenvolver um meio de comunicação através de imagens.
Estas imagens podem ser fotos dos objetos verdadeiros ou desenhos dos mesmos; um sistema de símbolos muito utilizado (nacional e internacional) é o Boardmaker, um «dicionário» de imagens e símbolos em suporte informático, que permite criar os símbolos.
Como funciona?
Através de um sistema de trocas: a criança entrega ao adulto um cartão com uma imagem do que pretende exprimindo o seu desejo, tal como um brinquedo, comida, livro, casa-de-banho, e em troca obtém o que pede.
Este método exige um treino inicial com uma pessoa (terapeuta da fala, psicólogo, pai, professor, …) que sabe aplicar o método e posteriormente é extensível a todas as pessoas que lidam com a criança: os pais, os professores, os vizinhos, …
Os cartões estão dentro de um pequeno dossiê que acompanha a criança e contem as atividades que esta realiza.
 
Visite o site: wwwmanualdacriança.net nele você encontrará informações atuais e muitas sugestões interessantes.
 
 
 



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Fechamento da AEE


O papel do professor da AEE

 

A qualidade da educação oferecida no Sistema público de ensino sempre foi alvo de críticas e questionamentos de todos os segmentos. Com a implantação das salas de RMS não seria diferente o trabalho exige uma dinâmica bem sequenciada e para entende-la não é questão de minutos, é preciso muita conversa e leituras para embasamento. A escola precisa conhecer a proposta do trabalho para realmente valorizar o profissional e sua atuação ficando inclusive como responsabilidade inicial a divulgação e demais esclarecimentos sobre suas reais atribuições e o público alvo do atendimento. A responsabilidade é bem grande, porém muitas vezes incompreendida só quando os alunos apresentam as primeiras mudanças atitudinais é que o olhar para o professor da sala RMS tem alguma atenção. Perceber que há todo um trabalho de estudo de captação de informações junto às famílias e formalização do estudo de caso fornece os subsídios necessários para assegurar que os objetivos traçados serão alcançados e estabelece um quadro de credibilidade na comunidade escolar.

Pensando na diversidade que cada escola possui com relação às necessidades especiais dos alunos o plano de atendimento do AEE é eixo central de todo o trabalho. No plano o professor consegue vislumbrar as atividades desafiadoras valendo-se dos recursos que estimularam cada fragilidade previamente detectada no estudo de caso. Com informações precisas e um bom planejamento as conquistas e avanços serão consequências naturais, claro que cada aluno tem seu ritmo e às vezes a rede de apoio precisa ser bem mais consistente em alguns casos. Não temos como objetivo simplificar o trabalho más sim afirmar que é possível alcançar êxito nas situações mais extremas e isso é que faz o trabalho valer a pena. Não é fácil, más, a cada pequena evolução vemos que não é impossível.

  

sábado, 25 de maio de 2013

SUGESTÃO DE VÍDEO



A tecnologia hoje é uma grande aliada em nossa vida acadêmica mesmo assim encontramos pessoas com muita resistência em ingressar neste universo.Para aguçar novas possibilidades indico dois vídeos:


Did you know 2.0. (PT - Versão Brasil Você sabia?)help desk na idade média



Considerando que as estatísticas apresentadas no Did you Knou 2.0 são de 5 anos atrás e comparadas com algumas informações e dados mais recentes já notamos uma crescente muito significativa, principalmente entre crianças que já possuem equipamentos com acesso direto à grande rede como: celular, i phone, netbook e tablet representando uma expansão sem precedentes na história com informações, línguas, culturas e nesse caldeirão também há aspectos negativos. Se antes nos preocupávamos com as crianças fora de casa agora é dentro de casa a qualquer momento e a vigilância precisa der dobrada.


O Help Desk na Idade Média é sensacional. Uma representação de uma situação tão distante e ao mesmo tempo tão próxima e ainda com um toque de irreverência que não há como não nos identificarmos ou mesmo alguém de nosso convívio com aqueles questionamentos que uma vez aprendidos parece ridículo perdermos tempo pela falta de algo tão simples. Muito boa essa pesquisa.


RESOLUÇÃO Nº 4, DE 2 DE OUTUBRO DE 2009



MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA
RESOLUÇÃO Nº 4, DE 2 DE OUTUBRO DE 2009 (*)

Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial.

O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, de conformidade com o disposto na alínea “c” do artigo 9º da Lei nº 4.024/1961, com a redação dada pela Lei nº 9.131/1995, bem como no artigo 90, no § 1º do artigo 8º e no § 1º do artigo 9º da Lei nº 9.394/1996, considerando a Constituição Federal de 1988; a Lei nº 10.098/2000; a Lei nº 10.436/2002; a Lei nº 11.494/2007; o Decreto nº 3.956/2001; o Decreto nº 5.296/2004; o Decreto nº 5.626/2005; o Decreto nº 6.253/2007; o Decreto nº 6.571/2008; e o Decreto Legislativo nº 186/2008, e com fundamento no Parecer CNE/CEB nº 13/2009, homologado por Despacho do Senhor Ministro de Estado da Educação, publicado no DOU de 24 de setembro de 2009, resolve:

Art. 1º Para a implementação do Decreto nº 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos.

Art. 2º O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem.

Parágrafo único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade na educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos transportes e dos demais serviços.

Art. 3º A Educação Especial se realiza em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, tendo o AEE como parte integrante do processo educacional. 

Art. 4º Para fins destas Diretrizes, considera-se público-alvo do AEE:
I – Alunos com deficiência: aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial.
II – Alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nessa definição alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e transtornos invasivos sem outra especificação.
III – Alunos com altas habilidades/superdotação: aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas: intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade.

Art. 5º O AEE é realizado, prioritariamente, na sala de recursos multifuncionais da própria escola ou em outra escola de ensino regular, no turno inverso da escolarização, não sendo substitutivo às classes comuns, podendo ser realizado, também, em centro de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com a Secretaria de Educação ou órgão equivalente dos Estados, Distrito Federal ou dos Municípios.

Art. 6º Em casos de Atendimento Educacional Especializado em ambiente hospitalar ou domiciliar, será ofertada aos alunos, pelo respectivo sistema de ensino, a Educação Especial de forma complementar ou suplementar.

Art. 7º Os alunos com altas habilidades/superdotação terão suas atividades de enriquecimento curricular desenvolvidas no âmbito de escolas públicas de ensino regular em interface com os núcleos de atividades para altas habilidades/superdotação e com as instituições de ensino superior e institutos voltados ao desenvolvimento e promoção da pesquisa, das artes e dos esportes.

Art. 8º Serão contabilizados duplamente, no âmbito do FUNDEB, de acordo com o Decreto nº 6.571/2008, os alunos matriculados em classe comum de ensino regular público que tiverem matrícula concomitante no AEE. 

Parágrafo único. O financiamento da matrícula no AEE é condicionado à matrícula no ensino regular da rede pública, conforme registro no Censo Escolar/MEC/INEP do ano anterior, sendo contemplada:
a) matrícula em classe comum e em sala de recursos multifuncionais da mesma escola pública;
b) matrícula em classe comum e em sala de recursos multifuncionais de outra escola pública;
c) matrícula em classe comum e em centro de Atendimento Educacional Especializado de instituição de Educação Especial pública;
d) matrícula em classe comum e em centro de Atendimento Educacional Especializado de instituições de Educação Especial comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos.

Art. 9º A elaboração e a execução do plano de AEE são de competência dos professores que atuam na sala de recursos multifuncionais ou centros de AEE, em articulação com os demais professores do ensino regular, com a participação das famílias e em interface com os demais serviços setoriais da saúde, da assistência social, entre outros necessários ao atendimento.

Art. 10. O projeto pedagógico da escola de ensino regular deve institucionalizar a oferta do AEE prevendo na sua organização:
I – sala de recursos multifuncionais: espaço físico, mobiliário, materiais didáticos,
recursos pedagógicos e de acessibilidade e equipamentos específicos;
II – matrícula no AEE de alunos matriculados no ensino regular da própria escola ou de outra escola;
III – cronograma de atendimento aos alunos;
IV – plano do AEE: identificação das necessidades educacionais específicas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas;
V – professores para o exercício da docência do AEE;
VI – outros profissionais da educação: tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais, guia-intérprete e outros que atuem no apoio, principalmente às atividades de alimentação, higiene e locomoção;
VII – redes de apoio no âmbito da atuação profissional, da formação, do desenvolvimento da pesquisa, do acesso a recursos, serviços e equipamentos, entre outros que maximizem o AEE.

Parágrafo único. Os profissionais referidos no inciso VI atuam com os alunos público alvo da Educação Especial em todas as atividades escolares nas quais se fizerem necessários. 

Art. 11. A proposta de AEE, prevista no projeto pedagógico do centro de Atendimento Educacional Especializado público ou privado sem fins lucrativos, conveniado para essa finalidade, deve ser aprovada pela respectiva Secretaria de Educação ou órgão equivalente, contemplando a organização disposta no artigo 10 desta Resolução.

Parágrafo único. Os centros de Atendimento Educacional Especializado devem cumprir as exigências legais estabelecidas pelo Conselho de Educação do respectivo sistema de ensino, quanto ao seu credenciamento, autorização de funcionamento e organização, em consonância com as orientações preconizadas nestas Diretrizes Operacionais.

Art. 12. Para atuação no AEE, o professor deve ter formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação específica para a Educação Especial. 

Art. 13. São atribuições do professor do Atendimento Educacional Especializado:
I – identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias considerando as necessidades específicas dos alunos público-alvo da Educação Especial;
II – elaborar e executar plano de Atendimento Educacional Especializado, avaliando a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade;
III – organizar o tipo e o número de atendimentos aos alunos na sala de recursos multifuncionais;
IV – acompanhar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade na sala de aula comum do ensino regular, bem como em outros ambientes da escola;
V – estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de estratégias e na disponibilização de recursos de acessibilidade;
VI – orientar professores e famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelo aluno;
VII – ensinar e usar a tecnologia assistiva de forma a ampliar habilidades funcionais dos alunos, promovendo autonomia e participação;
VIII – estabelecer articulação com os professores da sala de aula comum, visando à disponibilização dos serviços, dos recursos pedagógicos e de acessibilidade e das estratégias que promovem a participação dos alunos nas atividades escolares.
Art. 14. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

CESAR CALLEGARI

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Sempre Estudante



Lindomar – Rio Branco/AC 11de maio de 2013



Estudante é o que somos desde a mais tenra idade e realmente não lembro de delimitações de hora, espaço ou lugar. Quando crescemos um pouco mais conhecemos as formalidades e padrões pré determinados ,tudo bem, continuamos aprendendo e isso é fator principal, não cabe questionar uma possibilidade tão fundamental para toda evolução social da humanidade. Ensino à distância é simplesmente uma consequência da nossa constante necessidade em evoluir e quem disse que isso é tarefa fácil? Não mesmo. Temos à disposição tecnologias e profissionais treinados e aptos a desenvolverem todo o trabalho em uma perspectiva dinâmica e interativa com um único porém, temos que disponibilizar tempo em nossa agenda de 24 horas praticamente cronometrada para alcançar metas que agora são possíveis pelos ajuste implementados exatamente para compensar tanta correria. Assim vamos estabelecendo novas rotinas e mantendo o critério de sempre ter tempo para estudar.