PRODUÇÃO TEXTUAL COM BASE EM:
EDUCAÇÃO ESCOLAR DA PESSOA COM
SURDEZ -
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
EM CONSTRUÇÃO
Mirlene Ferreira Macedo Damázio e
Josimário de Paulo Ferreira
A nova política de Educação Especial na
perspectiva Inclusiva especialmente voltada para a pessoa com surdez busca
romper o embate epistemológico entre os gestualistas e os oralistas em defesa
deste ou daquele modelo a ser adotado na escolarização da PS e tem como foco de
sua ação a construção de práticas educacionais a luz do pensamento pós-moderno
como ser humano descentrado, que possui sim limitações mas reúne também
condições de desenvolver seus processos perceptivos, linguísticos e cognitivos
com potencialidades para superação dos processos visuais-gestuais percorrendo
as práticas de escrita e leitura das línguas orais e se desejar, também falar.
A obra de Mirlene F.M Damázio e
Josimário de Paulo Ferreira publicado na revista Inclusão do Ministério da
Educação em 2010 traz uma abordagem relevante para a proposição de novas
práticas pedagógicas e a construção de um campo de comunicação e interação
amplo legitimado no Decreto 5.626 de 5 de Dezembro de 2005 que garante uma
educação bilíngue às pessoas com surdez, assim Língua Brasileira de Sinais e a Língua
portuguesa, preferencialmente na sua modalidade escrita, constituem línguas de
instrução e que o acesso às duas línguas ocorra de forma simultânea no ambiente
escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo.
Por força de lei vemos hoje uma grande
procura por recursos, estratégias e produções acadêmicas e cientificas para a
promoção de ambientes educacionais estimuladores para a superação efetiva do
fracasso escolar que até então vivenciamos na escolarização regular do aluno
com surdez, considerando ainda a percepção do outro como fator estimulador para
novas praticas como diz Sócrates em Cratilo:
Se não tivesse voz nem língua, mas apesar disso desejássemos manifestar
coisas uns paraos outros, não deveríamos, como as pessoas que hoje são mudas,
nos empenhar em indicar o significado pelas mãos, cabeça e outras partes do
corpo?
O trabalho na
perspectiva inclusiva do aluno com surdez é antes de tudo uma busca em si mesmo
de nossos mecanismos de inclusão, se ele é inconcluso eu também sou, ele ( PS )
sensorialmente limitado desenvolve vigorosamente uma comunicação espaço-visual
meu aspecto inconcluso me instiga a ir em busca dessa comunicação. É com essa
proposição que chegaremos a uma verdadeira escola inclusiva.
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