domingo, 6 de abril de 2014

Educação Escolar da Pessoa com surdez

PRODUÇÃO TEXTUAL COM BASE EM:
EDUCAÇÃO ESCOLAR DA PESSOA COM SURDEZ -
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO EM CONSTRUÇÃO

                                          Mirlene Ferreira Macedo Damázio e Josimário de Paulo Ferreira


      A nova política de Educação Especial na perspectiva Inclusiva especialmente voltada para a pessoa com surdez busca romper o embate epistemológico entre os gestualistas e os oralistas em defesa deste ou daquele modelo a ser adotado na escolarização da PS e tem como foco de sua ação a construção de práticas educacionais a luz do pensamento pós-moderno como ser humano descentrado, que possui sim limitações mas reúne também condições de desenvolver seus processos perceptivos, linguísticos e cognitivos com potencialidades para superação dos processos visuais-gestuais percorrendo as práticas de escrita e leitura das línguas orais e se desejar, também falar.
       A obra de Mirlene F.M Damázio e Josimário de Paulo Ferreira publicado na revista Inclusão do Ministério da Educação em 2010 traz uma abordagem relevante para a proposição de novas práticas pedagógicas e a construção de um campo de comunicação e interação amplo legitimado no Decreto 5.626 de 5 de Dezembro de 2005 que garante uma educação bilíngue às pessoas com surdez, assim Língua Brasileira de Sinais e a Língua portuguesa, preferencialmente na sua modalidade escrita, constituem línguas de instrução e que o acesso às duas línguas ocorra de forma simultânea no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo.
      Por força de lei vemos hoje uma grande procura por recursos, estratégias e produções acadêmicas e cientificas para a promoção de ambientes educacionais estimuladores para a superação efetiva do fracasso escolar que até então vivenciamos na escolarização regular do aluno com surdez, considerando ainda a percepção do outro como fator estimulador para novas praticas como diz Sócrates em Cratilo:

                    Se não tivesse voz nem língua, mas apesar disso desejássemos manifestar coisas uns paraos outros, não deveríamos, como as pessoas que hoje são mudas, nos empenhar em indicar o significado pelas mãos, cabeça e outras partes do corpo?



 O trabalho na perspectiva inclusiva do aluno com surdez é antes de tudo uma busca em si mesmo de nossos mecanismos de inclusão, se ele é inconcluso eu também sou, ele ( PS ) sensorialmente limitado desenvolve vigorosamente uma comunicação espaço-visual meu aspecto inconcluso me instiga a ir em busca dessa comunicação. É com essa proposição que chegaremos a uma verdadeira escola inclusiva. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário